[Terça-feira, Agosto 07, 2007]
Em breve: caras novas, link novos e a mesma promessa de postar com mais freqüência.
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[Segunda-feira, Maio 28, 2007]
No começo eu me perdia ao menos duas vezes: uma na ida e uma na volta (de qualquer tentativa de me achar). Embora sempre gostasse de mapas, cartas geográficas, indicações e qualquer coisa relacionada à localização, nunca me dei bem com elas. Essa coisa de direita e esquerda também nem sempre funciona em Roma. "Ah sim, era aquela esquerda"... Depois de parar, pela 11ª vez, em frente ao Pantheon, onde me dei conta de uma coisa interessante. No Centro, onde quer que você esteja, - e, possivelmente, perdido - uma espécie de força centrípeta romana sempre te leva ao Pantheon, não importando por qual viela você tenha tentado se achar. Depois de se encontrar pela 15ª vez em frente ao monumento, ele se torna banal. Mas as 14 outras vezes ainda são capazes de provocar um "uaul" e outras interjeições boquiabertas. Assim como um dia, caminhando sem rumo e com o mapa recluso em suas páginas dobradas, dei de cara com o Coliseu. É muito engraçado como, de repente (e estranhamente), dar-se de cara com uma ruína redonda milenar pode provocar um sentimento ainda não descritível. Mas o que não é milenar em Roma?
Talvez os senegalêses vendendo cópias originalmente falsificadas de bolsas Louise Vitton e Dolce & Gabbana. Ou talvez mulheres com poses prontas, como estátuas, pedindo "per favore" a cada turista que passa. Ou ainda a mesma indústria fordista que distribui a cada esquina um homem e um cachorro - parcialmente dopado (o cachorro, não o homem) - e uma placa pedindo comida para o pobre animal (o homem ou o cachorro?).
Nas primeiras semanas, passando pela mesma região, se descobre a rotina dos pedintes. E pensava comigo, fazendo anotações mentais: "Ok, terça... Ciganos; Quarta é dia dos romenos e quinta é a mulher maluca com a ferida na cabeça".
Ah... Não usar o mapa! É como sair das fraldas em Roma. Larguei, então, a chupeta em casa e depois de um mês passei do "pergunta alí ó" pro "vira alí e vai direto, querida".
Roma, como TODA cidade do mundo, também é um OVO. Caso não fosse, eu não teria visto o comissário de bordo do meu vôo perambulando pela cidade um dia depois de chegar.
Pombos também são os mesmos em qualquer lugar: onde quer que estejam, sempre cagarão sobre cabeças de estátuas.
O trânsito é um caos à parte. Depois de ser quase atropelada cinco vezes, você entende que sinal verde pra pedestre não quer dizer muita coisa.
No país da massa, o macarrão é a religião oficial, praticada quase todos os dias pelos adeptos da Pastolofagia; Bares são pra tomar café-da-manhã; Um self-service jamais será à quilo; E as sorveterias aparecem na sua frente como um sonho onde você pode colocar três palavras em um idioma sonoro e não fazer idéia do que sejam, mas tem certeza de que, no final, o gosto será maravilhoso.
Brasileiros são como piolhos em cabeça de criança: uma hora você vai encontrar. E aí não pára mais. Engraçado que quando tem um feeling amigável, eles são as pessoas mais queridas do mundo. Caso contrário, você quer matar todos eles. Falando em matar - Roma me fez ter saudades de coisas que eu jamais imaginaria. Do 507, por exemplo. Sì, sì, mio caro. O transporte é lotado, nem sempre pontual, não tem janelas e europeus não aderiram ainda à "moda" do desodorante. Faz qualquer Transcol parecer um rock. Ah, o rock! Em uma cidade com mais emo por metro quadrado que um show do Simple Plan, o rock não é o forte da galerinha. Na emolândia antiga, dá-se preferência a músicos pops locais e cantores de olhos claros de fama extraterrestre (isso se nota facilmente ao entrar num Pub ítalo-irlandês e ouvir As long as you love me, que, como muita coisa na Itália, data de séculos a.C.).
Por falar em ironias, eu moro perto da Auto-Escola Escravo (Schiavo em italiano) (se você não fizer baliza, vai pro tronco?!) e do Bar Calypso (esse sem tradução), onde qualquer hora dessas eu paro pra tomar um café com qualquer garçom de mechas loiras.
Morei com pessoas caricaturais. Uma alemã que não conseguia falar o meu nome, e uma ucraniana cujo nome eu jamais ousei em pronunciar. Hoje eu moro com a Miss Somália 1950. Não, a figura não é negra nem passa fome, mas morou no país boa parte da sua vida e faz questão de contar a história toda (não importando quantas vezes você já ouviu) a cada brecha possível. Os resquícios da vivência africana estão retratados na decoração do lar. Ou seja, eu moro numa savana. O sincretismo cultural, no entanto, é visivel: em meio à arte local, é possível ver umas gueixas de porcelana escondidas como se soubessem que não estão no seu ambiente natural. Sem falar que a Dona Figura, vez ou outra, repete que os italianos levaram a civilização pra Mogadiscio, que agora está em ruinas...
Ah, sim, ruinas! A cada metro, um monumento. Uma coluna com mais história pra contar do que nossos avós. Uma fonte que, se pudesse falar, diria mais de três mil palavras por minuto. E uma igreja aqui, uma terma, uma cidade escavada acolá... E assim se descobre a parte arqueológica do Império. E se impressiona, e imagina e, às vezes, até chora de tão maluco que é ver isso tudo.
Chorar é uma atividade normal para pessoas sensíveis que ficam um certo tempo sozinhas, fora de casa e longe de pessoas altamente queridas. Isso por vezes não é tão legal porque te faz sentir meio idiota. Mas chorar de emoção por algo que te comova é uma sensação muito louca pra descrever. Assim aconteceram algumas vezes simplesmente porque a foto era incrivelmente bonita, porque aquele filme se passou exatamente onde você acabou de pisar ou porque alguns músicos arriscam uma "Garota de Ipanema" com violino e sanfona dentro do bonde (daí você não sabe se chora de emoção ou de tristeza por eles tocarem fora do compasso certo hahaha). E ainda chora de rir porque no outro dia, em uma praça qualquer se ouve um "Taran ran ran.. ranran" e descobre mais uma melodia conhecida: era o rei! Quem poderia imaginar "Detalhes tão pequenos de nós dois..." em plena Piazza Navona?!
De fato, detalhes - por menores que sejam - são difíceis de esquecer. E é justamente dessas micro partículas que eu sinto falta e que nunca me daria conta senão tivesse vindo parar aqui (e, claro, mais detalhes que sentirei falta apenas quando voltar pra ilha natal).
Saudade é uma coisa que bate e fica. E bate, bate, bate e tá batendo há quase três meses. E depois continuará a bater, só que por outras coisas e do outro lado do mundo. E aí você descobre que é preciso vir pra Itália pra aprender a gostar de laranja, pra fazer arroz solto, pra aumentar sua tolerância com alguma coisas e pra criar pavio curto pra tantas outras. Mais que tudo isso, no entanto, é mudar conceitos, recriar uns outros, pensar na vida, chegar a algum ponto e se perder em mais um milhão deles. É saber que não se pode ter as coisas na hora em que quiser, é se conhecer e também não fazer idéia de quem seja. É perceber que a distância dá um certo valor às coisas que antes pareciam só "coisas", faz aumentar sentimentos em progessão geométrica, e prova que estar muito longe não é, necessariamente, estar sozinha, especialmente quando se tem pessoas incríveis dando suporte moral, espiritual, sentimental, virtual e telefonístico.
:D
Pra todas essas pessoas eu dedico este post. Mesmo sabendo que não chegará aos olhos da maioria.
E, claro, um GRAZIE enoooorme pra Kenialice, que corrigiu os acentos graves, colocou os agudos no lugar, os pingos nos "is", circunflexos e tils pra mim! E, de quebra, ainda postou. Valeu, Alice!
Até à volta, queridos.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 11:08 AM
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[Sábado, Maio 05, 2007]
Eu faria um post romano se meu teclado tivesse acentos agudos, circunflexos e um til.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 2:43 PM
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[Sexta-feira, Março 09, 2007]
Então agora é sério.
É triste
e é bonito.
É feliz
e péssimo.
É misto.
É distinto.
Incomparável.
E dói, viu?
Dói.
Mas cura e passa.
Eu vou.
e volto.
É rápido
e demora.
O coração fica.
Um pedaço vai
de mim.
Até então.
Ou como dizem na terrinha...
Arrivederci, amici.
ciao.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 1:41 PM
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[Sábado, Fevereiro 10, 2007]
Quando falta exatamente um mês para um dos acontecimentos mais esperados da sua vida e você não se agüenta mais de esperar que ele seja adiado o mais breve possível, você pára e pensa como tudo é corrido, puta que pariu, pra que correr tanto, e sai assim como quem não quer nada escrevendo palavras e esquecendo pontos porque nunca dá tempo de aproveitar o máximo e você seleciona quatrocentas coisas e merda! Não dá tempo. E o que você quer é apenas deitar a cabeça num travesseiro mais baixo que o que você usa, prometer para si mesma e para quem estiver ao lado ouvindo todas as lamentações sobre tempos, correrias e afins que vai parar de se cobrar tanto assim porque o tempo, minha cara, tempo é você quem faz. Tá certo que às vezes o mundo te aperta e te rouba o ar dos seus brônquios asmáticos, mas se não és responsável por aquilo que cativas e outras frasezinhas chinfrins prontamente a te esperar com segunda pessoa do singular, quem serás, eu te pergunto, quem? Ok, isso foi o suficiente pra te deixar sem ar, nessa correria de texto de merda, sem revisão, sem pontuação digna e com um lirismo exacerbado em conotações toscas. Por quê? Porque não dá tempo. E é preciso sair daqui, calma, calma, ponto final, sabemos todos que você é o próximo e pára de empurrar, porra, senão eu não te coloco, pulo para um parágrafo ou...
Se bem que o caminho entre o delete e o enter é quase o mesmo e.
.
.
.
Ok
.
Você venceu, tempo.
Um mês então, fechado?
Um mês e muita agonia vai embora e muitas outras surgem e são levadas temporariamente (ó você de novo aí, queridão) até que mais um palavrão entre na sua vida - ou no seu texto - e te faça, de fato, jogar tudo pro alto e.
Foda-se.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 6:49 PM
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[Sábado, Dezembro 30, 2006]
Eu já fiz 21 anos e não mudei a descrição no blog.
Já li vários outros livros e aqui continua o mesmo de anos atrás.
Já conheci várias outras bandas tão ou mais legais que essas.
E, de fato, muitas citações divertidas já passaram pelo meu imaginário de memória altamente seletiva.
Pois é, blog é daquele tipo de coisa que fazemos sempre nessa época de fim de ano: prometemos que vamos mudar, que seremos pessoas melhores, que faremos uma dieta e não empurraremos as coisas com a barriga anymore.
E, principalmente, prometemos que no final do próximo ano faremos apenas promessas passíveis de cumprimento.
Então está prometido:
Ano que vem eu posto, pelo menos, umas vez a cada três meses.
E, claro, prometo também escrever um recado de fim de ano tão sem compromisso como este.
Até.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 12:57 PM
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[Terça-feira, Novembro 28, 2006]
Mas louco é quem me diz
(relatos de uma semana paulista)*
Em meio a saudades e abraços, uma ligação. Na verdade duas ou três. Uma daquelas mais convencionais, tecnologia GSM e roaming dos raios que nos partam. Outras menos tecnológicas, típicas das reações mais previsíveis e que, incondicionalmente, sempre nos causam surpresa. a terceira, se existiu, foi a cobrar, com todo o dispêndio de energia socilicitando um mínimo de atenção. Ainda assim, aproximando-se de indefinições cartesianamente confusas, alguns "entãos" e um olhar depois costumam confortar. Rostos pálidos sob uma primavera paulistana aquecem uma alma carente com um rock a meia-luz vermelho-capitu, cafés com chocolate, piadas performáticas de Youtube e menções honrosas a trilhas sonoras de desenhos por vezes nada infantis.
As inconseqüências da narrativa continuam por ali.
Uma precipitação de guarda-chuvas pretos remetem à próxima parada: Estação Loucura.com
Ainda não tinha chegado ao destino final. Loucura que vos falo não de uma música em que me sinto bem. Um passo rápido porque "é melhor não parar nesse sinal, repito, é melhor..." na Cracolândia e todo meu extinto revolucionário se esvai. Sábios céticos (?) que dizem nada ter mais jeito. E uma lágrima, de repente, arrisca-se a deixar o olho, mas evita sua participação em público.
Quilômetros depois e o pensamento continua longe. Culpa daquela música - sempre - que te faz balbuciar versos como se pudessem ser soprados em ouvidos alheios. Chegamos então... Hummm, é.. Novo ar. Cidade grande mas que é de interior, mansões maiores que as das ilhas dentro da minha ilha natal, lugar de duplas filhas de outra dupla. Grito em vão, Sandy Lea e Durval não atendem. Enfim, a loucura que toca... Seja nas rádios, nos Ipods espalhados no shopping com um pássaro metralhado na entrada ou simplesmente em mim. Estranho se sentir em casa. Mais esquisito ainda quando pela terceira vez na vida tem-se um insight de ter feito uma escolha contente. Ainda mais quando se duvida a cada milésimo de segundo se este é realmente mais rápido que o centésimo. Pois é, aquele velho dilema de algarismos e antipatias matemáticas.
E lá estávamos num hospital sem cara de doentes e comidas insípidas. E, não mais que de repente, as pessoas foram se juntando, se analisando e outros verbos no gerúndio que dão idéia de continuidade. E foi quando pensei em escrever coisas desconexas, mas que na minha cabeça fazem todo sentido. E, de fato, o fiz; Em verso pra minha surpresa. Quem diria, dois poemas em meio a malucos diagnosticados e uns doidos ainda não publicamente declarados.
A pré-disposição cósmica, mesmo com toda a informalidade de Plutão, favorecia às atividades da semana (ok, acabei de inventar um trecho do meu horóscopo personalizado): sinal de que algo daria errado em breve, obviamente. Murphologias à parte, tudo ia lindamente radiante que pensou-se numa prática um tanto arriscada. Mais fácil um raio atingir o mesmo lugar duas vezes. Não éramos mais donzelas diante da loteria. E é claro que o nosso número da sorte que, pasmem, é o mesmo, não saiu. Mas ele continua sendo da sorte mesmo não tendo envolvimento algum com nossa numerologia prática (daquelas que só fazem sentido quando achamos um quê nisso tudo). Foi tentar a sorte que a própria começa a mudar: ônibus são perdidos, presentes são esquecidos, ligações cortadas e identidades esfumaçadas. Eis que retornamos à cidade cinzenta de pessoas incríveis e olha como a vida é né... E a gente continua besta. Eu mais ainda. Mas é como dizem por aí, "perdem-se uns aviões, ganham-se outros" ou... Enfim, um ditado perfeitamente encaixado em qualquer espisódio do Chapolin.
Nada foi comprovado até então porque umas pessoas surgem exatamente na hora em que elas têm que aparecer. Umas caem de pára-quedas, outras entram no aeroporto, outras te esperam lá, essa espécie de não-lugar que já ouvi tantas vezes, mas que só entendi depois de ficar um dia inteiro olhando pessoas passarem na tua frente e que nunca, possivelmente, nunca verás de novo.
Turbulências à parte, é bom estar de volta.
Post número 293784764763-x789 = y
De fato, eu prefiro ser uma incógnita literária.
* Dedicado à loucura por si só do meu tcc.
Guarda-chuva no seco e você não casa, já dizia minha avó
(foto na bienal em SP - nov/06)
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 1:42 AM
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[Segunda-feira, Setembro 11, 2006]
Impregnar-me das mesmas linhas sinuosas de toda sua continuidade descontínua me faz daquele jeito que só eu sei. Porque o nunca é uma daquelas palavras que sempre dizemos que jamais deveriam ser ditas. E eu nunca sei. Mas só eu sei disso, lembra? E nos damos as mãos, andando por aí achando que tudo vai ficar bem... Quando o tudo vira outro termo passível de ser riscado do nosso vocabulário. "Nosso": o próximo da lista. Estrepo-te. O paradoxo mais-que-perfeito do futuro do presente. Quisera eu.
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Diga-me as qualidades de um domingo e te direi quão cínico és.
Um bom dia que queira ser realmente bom, não precederia segundas.
Ainda que o amanhã seja sempre a melhor opção para começar qualquer coisa.
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Um dia eu ainda termino um livro sem repensar a minha vida a cada três páginas.
Ou, pelo menos, um dia eu ainda termino um livro.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 12:22 AM
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[Segunda-feira, Julho 31, 2006]
Se confusões internas tivessem eixo, não existira poesia.
* Vila Velha - Vitória, inverno de 2006.
Quizás, quizás, quizás daqui a uns anos eu volte aqui e tenha um momento nostálgico sem igual ao ler a tentativa de efeito nas frases descritas.
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- Por enquanto é só.
- Só?
- Sim, como costumava ser: só.
- E como era antes disso?
- Já disse, era só...
- ... Vontade?
- Era eu, só, e mais nada.
- E amanhã?
- Você realmente quer que eu repita.
- Já falou de enquantos e ontens, falta o depois.
- Já ouviu falar que o futuro a deus pertence?
- Você perdeu essa crença há algum tempo que eu sei.
- sou mais crente do que você imagina.
- Algo me diz que seu deus tem letra minúscula.
- A gente se confunde.
- Com o quê?
- A gente: eu, você.
- Sem o "e"?
- Novamente, por enquanto é só.
- Vai, termina com um verso de música que não sai da sua cabeça.
- como sabe?
- "A gente se confunde". Outra conotação essa?
- Quizás, quizás, quizás...
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Um momento latino (Sem menção a "ingratidões" e outras letras pitorescas) de ser.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 2:25 PM
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[Domingo, Julho 23, 2006]
Volto em dias de chuva.
Deposite sua atenção: por ReNaTriLa :^) - às 10:40 PM
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